A importância da logística reversa de embalagens pós-consumo para sua empresa

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A logística reversa de embalagens pós-consumo ainda é um assunto de grande tabu para muitas empresas. Isso porque a dificuldade aparente de implementação e o não consenso em uma estrutura de reciclagem a nível nacional causam incerteza e têm dificultado o processo para que as empresas cumpram com a Política Nacional de Resíduos Sólidos em sua totalidade.

No entanto, este cenário está mudando. Em um primeiro momento pela pressão legislativa, que leva à desregularização de empresas que não cumprirem com a medida. E em um segundo momento por estarem surgindo soluções de logística reversa de embalagens pós-consumo que facilitam essa adequação ambiental.

Se a sua empresa ainda tem dúvidas sobre do que se trata a logística reversa de embalagens pós-consumo e como ela pode ser cumprida, confira todas essas respostas em nosso artigo abaixo!

O que é a logística reversa?

Logística reversa é uma ferramenta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Seu maior objetivo é retornar diversos tipos de materiais para a cadeia produtiva. 

Isso vale para lâmpadas, pneus, óleo lubrificante, pilhas, baterias, embalagens no geral, produtos eletroeletrônicos e resíduos de medicamentos. 

Neste artigo focaremos na logística reversa de embalagens pós-consumo, que são as embalagens proveniente de produtos comercializados pelas empresas e comprados pelos consumidores. Exemplo: a garrafa do refrigerante, o pacote do macarrão, o recipiente do shampoo e etc.

A ideia é que todos esses resíduos tenham uma destinação ambientalmente correta. Por destinação ambientalmente correta, a PNRS define: reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes.

Em ambos os caminhos o resíduo se torna recurso para a fabricação de novos produtos que serão novamente inseridos no mercado. 

Essa medida permite economizarmos recursos virgens e diminuirmos o consumo de energia. O que gera economia para as empresas, além da atenuação do impacto no meio ambiente.

A minha empresa precisa realizar a logística reversa de embalagens pós-consumo?

A Política Nacional de Resíduos sólidos define que todos os fabricantes, comerciantes, importadores e distribuidores de produtos com embalagens devem realizar e comprovar a logística reversa.

A fiscalização é realizada pelo órgão regulador estadual. No caso de São Paulo, por exemplo, é a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). 

Para aumentar a pressão legislativa que citamos no início do artigo, a CETESB vinculou a comprovação da logística reversa de embalagens pós-consumo à licença de operação de fábrica.

Outros Estados têm seguido nesse sentido, onde empresas que não comprovam que realizam a logística reversa são autuadas sob pena de multa e podem chegar a perder a licença de operação da fábrica.

Diante desse cenário, vamos a uma das mais desafiadoras perguntas:

Como implementar?

Muitas empresas enxergam uma primeira e grande dificuldade: como podemos realizar a logística reversa das embalagens de produtos que são comercializados, se os consumidores não retornam com a embalagem?

De fato a conscientização ambiental é um grande problema. No entanto, existem soluções que conseguiram contornar a problemática com resultados tangíveis na elevação dos níveis de reciclagem.

É o caso da reciclagem na Europa, onde, através da compensação ambiental alavancou os índices de reciclagem dos países da União Europeia e possibilitou a estruturação de um mercado de reciclagem que beneficia todo o país.

A compensação ambiental nesse segmento da logística reversa funciona por meio da reciclagem de embalagens equivalentes e não exatamente a mesma embalagem da empresa. 

Afinal, para o meio ambiente não importa se é retirado dos mares e solo uma embalagem de uma marca X ou Y, importa que o impacto ambiental está atenuado ao máximo.

Por meio de medidas como essa, as empresas remuneram uma certificadora que comprova o processo. Tudo isso em parceria com os agentes ambientais (cooperativas de reciclagem e operadores privados) que realizam a coleta dessas embalagens.

Através de uma solução de logística reversa que certifica o processo é possível se proteger juridicamente em relação a esse tópico da PNRS.

Além disso, é possível adotar métodos convencionais como Pontos de Entrega Voluntária, para que os consumidores retornem as embalagens. 

Para lidar com a falta de consciência ambiental e garantir uma imagem mais positiva no mercado, é interessante a adoção de ações de educação ambiental que eduquem os consumidores ao mesmo tempo que promove a marca.

É o conjunto de todas essas iniciativas que podem fazer uma mudança estrutural na cadeira de reciclagem nacional.

Impacto no presente e futuro da sua empresa.

Apesar de um caráter legislativo muito forte, a logística reversa de embalagens é uma excelente forma de garantir a movimentação da economia por meio da reciclagem, ao mesmo tempo em que se diminui o impacto ambiental e promove o bem estar social.

As empresas que se adequam podem, estrategicamente, obter benefícios e pontos positivos com o consumidor. A sua empresa já está preparada para essa transformação?

 

Artigo desenvolvido pela Cinthia Nogueira, redatora no blog da empresa eureciclo, certificadora de logística reversa de embalagens pós-consumo.

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