O ano de 2020 será marcado pelo problema de saúde global causado pelo coronavírus, que traz sérios riscos de infecções no trato respiratório e já foi responsável pela contaminação de mais de 4 milhões de pessoas e foi fatal para 279 mil pessoas no mundo.

A transmissão do vírus ocorre principalmente por gotículas expelidas através da via respiratória da pessoa contaminada, que pode atingir diretamente uma pessoa saudável, como também pelo contato em superfícies onde o vírus pode persistir ativo por durante um período de tempo relativamente extenso (superfícies como plástico e aço inox pode chegar até 72 horas – 3 dias).

 

 

Sobrevivência do novo Coronavírus (SARS-cov-2) na água e no esgoto

Pesquisas recentes e ações de instituições relacionadas à saúde e saneamento de países como Holanda, Reino Unido e Hong Kong já podem nos dar pistas e alertam sobre a possibilidade de potencialização da transmissibilidade do COVID-19 por meio do esgoto ou água não tratados.

Em Hong Kong, um prédio precisou ser evacuado por suspeitas de que o coronavírus possa ter se espalhado pelas tubulações de água ou esgoto do edifício.

No Brasil, considerando a situação sanitária, onde apenas 46% do esgoto gerado no país é tratado (segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS 2018), pode-se inferir que nos meses em que durar a pandemia poderemos estar despejando em nossos rios uma enorme carga viral. Como consequência, poderemos presenciar o aumento da disseminação do vírus SARS-CoV-2 no ambiente e a infecção da parcela mais vulnerável da população, aquela que não tem acesso a uma adequada infraestrutura de saneamento básico.

Já há dados consolidados pelas autoridades de saúde no Brasil que revelam a maior parte das contaminações e fatalidade nas regiões periféricas das grandes cidades, onde a contaminação é acentuada pela distribuição desigual da renda, além das condições para cumprir o isolamento social, que são piores quando comparadas às regiões mais nobres: há mais moradores por domicílio. Situação agravada pela dificuldade do acesso a água encanada (no Brasil são quase 35 milhões de brasileiros sem o acesso a este serviço básico), vital para a higienização.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, entre os bairros onde moravam a maior parte das vítimas estão Brasilândia, Sapopemba, São Mateus e Cidade Tiradentes, todos na periferia paulistana.

O mesmo ocorre em outras capitais. Em Fortaleza, os bairros em situação mais críticas são Barra do Ceará e José Walter, ambos na periferia da capital. No Rio de Janeiro, a situação não é diferente, veja abaixo a ilustração do Painel Rio COVID-19 quando comparamos regiões da cidade: uma na zona nobre da cidade e outra localizada na periferia.

A diferença da taxa de mortalidade por número de pessoas infectadas é mais que o dobro, com dados atualizados no dia 07 de maio:

Barra da Tijuca (29 – 348) = 8,3%

Campo Grande (48 – 269) = 17,8%

No Brasil, ainda não há relatos/ pesquisas específicas envolvendo o risco de transmissão do coronavírus por meio de sistemas de esgoto e água não tratados. No entanto, diversas entidades e empresas relacionadas ao saneamento estão adotando procedimentos específicos para tratar do tema, principalmente, os relacionados à saúde e segurança dos seus colaboradores.

Diante do cenário de saneamento básico brasileiro, onde 16% da população não tem atendimento de rede com abastecimento de água, 46,8% não possui nenhum tipo de rede de atendimento de esgoto e 27% não possui nem coleta nem tratamento de água e esgoto, é importante que sejam criadas campanhas e soluções que possam atender às necessidades básicas desta parcela da população.

O que a AGF Ambiental pode fazer?

A AGF Ambiental está atenta à qualidade, disponibilidade e a utilização dos recursos hídricos, pois sabemos que atualmente um quarto da população mundial em risco de ficar sem água — incluindo regiões do Brasil e este é um bem muito precioso para manutenção da vida, e das atividades humanas. Para isso oferecemos aos mais diversos segmentos, seja industrial ou residencial, serviços de Gestão da Água baseadas em:

  • Otimização do uso da água e opções para gestão da demanda
  • Determinação do potencial de reúso de água
  • Tratamento de água, Esgoto Sanitário e Industrial
  • Aproveitamento de fontes alternativas como a captação de água de chuva

Além disso a AGF Ambiental faz parte de uma rede de fornecedores especializados no fornecimento de equipamentos e soluções assertivas e inovadoras em nível nacional para eliminação do COVID-19:

  • Projeto/ Adaptação ou adoção de Novas Metodologias e Implantação de Estações de Tratamento de águas Residuárias provenientes de hospitais existentes ou de campanha/ temporários.

Entre em contato com os nossos especialistas e solicite uma proposta comercial.

 

Fontes:

https://www.dw.com/pt-br/como-o-novo-coronav%C3%ADrus-acentua-as-desigualdades-no-brasil/a-53256164

https://www.scmp.com/news/hong-kong/health-environment/article/3050217/social-welfare-staff-taken-ill-coronavirus-hit

http://tratabrasil.org.br/covid-19/assets/pdf/cartilha_covid-19.pdf

https://www.sciencedaily.com/releases/2020/05/200506133603.htm