Você sabia que as áreas verdes são parte fundamental para que uma cidade seja considerada sustentável? As árvores urbanas desempenham funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente, tais como a elevação da permeabilidade do solo (e a diminuição dos riscos de enchentes) e o controle da temperatura e da qualidade do ar. Até mesmo a melhoria da paisagem urbana decorrente das áreas verdes é um fator que aumenta a qualidade de vida da população, segundo especialistas.

Mas, o desequilíbrio ambiental causado pela falta de áreas verdes, a poluição das águas e degradação das áreas de mananciais e áreas verdes protegias potencializam efeitos adversos da natureza como os alagamentos e stress hídrico.

De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 225, a população tem direito a um meio ambiente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. Além disso, conforme a OMS a presença de áreas verdes em cidades é questão de saúde pública.

Assim, já existem algumas certificações de Construções Sustentáveis , como a AQUA (Alta Qualidade Ambiental) para bairros e loteamentos, que atendem a Constituição, aos requisitos da OMS e podem contribuir para melhorar a qualidade do planejamento territorial e contribuir com a mudança do modelo de desenvolvimento das cidades brasileiras.

E como está a maior metrópole brasileira?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 12 m² de área verde por habitante. Em São Paulo segundo o Mapa da Desigualdade 2017 desenvolvido pela Rede Nossa São Paulo temos os seguintes índices:

1. Parelheiros 501,73 m²/hab.
2. Jaçanã/Tremembé 88,58 m²/hab.
3. Perus 56,63 m²/hab.
4. Santana/Tucuruvi 23,93 m²/hab.
5. Freguesia do Ó/Brasilândia 18,14 m²/hab.
6. Casa Verde/Cachoeirinha 15,63 m²/hab.
7. Penha 15,59 m²/hab.
8. Capela do Socorro 14,03 m²/hab.
9. Itaquera 12,71 m²/hab.
10. Pirituba 12,43 m²/hab.
11. Ipiranga 10,90 m²/hab.
12. M’Boi Mirim 6,78 m²/hab.
13. Pinheiros 6,33 m²/hab.
14. São Miguel 5,97 m²/hab.
15. Butantã 5,63 m²/hab.
16. Cidade Tiradentes 4,83 m²/hab.
17. Lapa 4,48 m²/hab.
18. Jabaquara 4,24 m²/hab.
19. Aricanduva/Formosa/Carrão 4,16 m²/hab.
20. Ermelino Matarazzo 4,00 m²/hab.
21. São Mateus 3,08 m²/hab.
22. Vila Maria/Vila Guilherme 3,07 m²/hab.
23. Moóca 2,97 m²/hab.
24. Vila Mariana 2,81 m²/hab.
25. Sé 2,49 m²/hab.
26. Santo Amaro 2,25 m²/hab.
27. Itaim Paulista 2,09 m²/hab.
28. Campo Limpo 1,88 m²/hab.
29. Vila Prudente 1,63 m²/hab.
30. Sapopemba 1,42 m²/hab.
31. Guaianases 1,33 m²/hab.
32. Cidade Ademar 0,76 m²/hab.

Conforme podemos observar 22 das 32 sub-prefeituras da cidade de São Paulo, possui índice abaixo do recomendado pela OMS.

Estes índices não são apenas números que refletem as condições ambientais ao qual uma população está exposta, muito mais que isso, esses índices, quando atendidos podem tornar-se fatores potencializadores de benefícios para toda a sociedade, uma vez que os custos decorrentes do meio ambiente em desequilíbrio tem consequências na saúde pública.

O que está previsto pela Prefeitura de São Paulo?

Segundo o Plano de Metas 2017-2020, estão previstos dez novos parques em São Paulo até dezembro de 2020. A lista com os selecionados é discutida no Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) desde junho 2019 e os novos parques previstos em São Paulo são:
1. Augusta, no centro; (Sé 2,49)
2. Linear Água Podre, no Butantã, na Zona Oeste; (Butantã 5,63)
3. Linear Itapaiúna, na Zona Sul; (Campo Limpo 1,88)
4. Paraisópolis, na Vila Andrade, na Zona Sul; (Campo Limpo 1,88)
5. Alto da Boa Vista, em Santo Amaro, na Zona Sul (Santo Amaro 2,25);
6. Jardim Primavera, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste (Ermelino Matarazzo 4,00)
7. Nair Bello, em Itaquera, na Zona Leste (Itaquera 12,71);
8. Jardim Apurá/Búfalos, na Pedreira, na Zona Sul (Cidade Ademar 0,76)
9. Aristocratas, no Grajaú, na Zona Sul. (Capela do Socorro 14,03)
10. Nascentes do Ribeirão Colônia, em Parelheiros, na Zona Sul (Parelheiros 501,73);

Podemos observar que algumas áreas que deverão receber parques já são áreas que atendem às exigências da OMS. No entanto, a maioria das regiões, mesmo com a implementação do parque, ainda terão déficit de áreas verdes. Portanto, é importante que a sociedade também possa contribuir com ações no seu dia a dia para aumentar a abrangência dessas áreas verdes e tornar a cidade de São Paulo mais sustentável.

O que pode ser feito?

Hoje em dia muito se fala na preservação das nossas florestas, que são de grande importância em diversos aspectos, como por exemplo o aproveitamento da biodiversidade para estudos de cunho científico com a descoberta de novos insumos para produção de medicamentos, produtos de beleza, além disso as florestas cumprem diversas funções para manutenção do meio físico, como por exemplo ajudando na recarga de sistemas hídricos subterrâneos, no equilíbrio do regime de chuvas, entre outros. Estes, são assuntos de extrema importância e devem ser tema de discussão com vistas à preservação desses biomas florestais presentes no território brasileiro.

E, para que seja possível uma transição para cidades realmente sustentáveis é essencial o planejamento de ações que tenham em vista as questões ambientais básicas, como a presença de áreas verdes.

A AGF Ambiental apoia iniciativas de preservação e promoção de um meio ambiente equilibrado e sustentável através de projetos e soluções nas áreas de Licenciamento Ambiental, Gestão de Resíduos, Energias Renováveis, Gestão da Água e Construções Sustentáveis. Conheça nossos serviços e fale com um especialista na nossa página de Serviços.