A escassez hídrica, fruto da poluição e exploração não racional dos recursos hídricos, já um problema de consequências globais. É indiscutível que a disponibilidade hídrica está relacionada com o bem-estar, saúde, manutenção dos ecossistemas e até mesmo com o desenvolvimento econômico. Em outras palavras, quanto maior o acesso à água, maior o desenvolvimento da economia.

No Brasil por exemplo, o ranking do Aqueduct identifica as áreas expostas às condições de escassez. Conforme este ranking, regiões da Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte sofrem com níveis “extremamente altos” de risco de crise hídrica, um nível semelhante ao dos países do Oriente Médio. As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Ribeirão Preto e Vitória aparecem com risco “alto”. Veja maiores detalhes de um dos estudos elaborados pelo WRI –  World Resources Institute e descubra: “Quais são as regiões e cidades com maior estresse hídrico no mundo e no Brasil?”.

Neste cenário é onde surge a necessidade de revisão dos padrões adotados atualmente e buscar alternativas, sejam elas tecnológicas ou culturais e de educação ambiental para mudanças de comportamento tornando o uso mais racional e sustentável, até em termos de regulamentação e estruturas tarifárias, levando-se em conta as prioridades de uso e acesso conforme estabelecido na Política Nacional de Recursos Hídricos, LEI Nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997.

Os modelos de Gestão dos Recursos Hídricos atualmente adotados são arcaicos e sofrem sérios problemas para a manutenção do abastecimento público de água de maneira estável e que atenda os padrões de qualidade exigidos. O problema começa na captação destas águas, que muitas vezes são os mesmos corpos hídricos que recebem esgoto não tratado e que por consequência custam mais caro para serem tratadas e chegarem aos níveis aceitáveis em seu posterior uso.

Já na distribuição o Instituto Trata Brasil publicou estudo no qual apontada um prejuízo de R$ 12 bilhões em 2018, fruto dos  mais de 38% da água no Brasil que é perdida na distribuição de água, seja com perdas no próprio sistema de distribuição como roubos e ligações clandestinas, além da falta de medição ou medições incorretas no consumo de água.

Outro fator bastante importante e pouco discutido é o uso da água na ponta final das tubulações de distribuição, Estudos demonstram que o consumo de água destinado aos usos não potáveis em uma residência varia de 30 a 40% do total de água consumida, e na indústria este percentual aumenta consideravelmente dependendo da atividade, ou seja no mínimo precisaríamos de 30% a 40% menos água tratada em altos padrões de qualidade.

Uma das soluções que se destacam entre as mais antigas, simples e baratas para solucionar este problema da escassez hídrica está o aproveitamento da água de chuva, que tem os diversos benefícios, como por exemplo os mencionados abaixo:

  1. Eficiência no uso de recursos – economia na conta de água, com uso mais sustentável;
  2. Diversificação das fontes de água, menor dependência dos mananciais;
  3. Mitigação de escoamento superficial e consequentemente em áreas urbanas, diminuição das enchentes.

O aproveitamento da água de chuva inclusive é abordado na Lei das Águas, a mesma lei citada anteriormente, Lei nº 9.433/97. Entretanto, não há uma legislação que apresente em âmbito federal, as diretrizes para a utilização deste recurso. Todavia, alguns estados e municípios possuem legislações específicas, como os municípios de Recife, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e os estados do Paraná, Goiás, Maranhão, Paraíba, entre outros.

Diante dos benefícios ambientais, da necessidade do aproveitamento da água de chuva e o crescente interesse no assunto, é conveniente ter claros os aspectos fundamentais como, disponibilidade e qualidade para um uso seguro e que seja economicamente viável.

A Norma referência para a concepção do dimensionamento e o desenvolvimento de um projeto de captação de água de chuva é a ABNT NBR 15527 – Água de chuva – Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos. Confira nosso [E-book_GA 01] – Gestão da água – Sistemas de Captação de Água de Chuva e descubra todos os itens que devem fazer parte do seu sistema de captação de água de chuva, além de ter acesso aos métodos de dimensionamento de reservatórios de água de chuva.

Como a AGF Ambiental pode te ajudar?

Como a AGF Ambiental pode te ajudar?

A AGF Ambiental possui toda expertise para o dimensionamento e instalação de sistemas de captação e aproveitamento da água de chuva seja para projetos residenciais ou industriais. Para um orçamento pedimos as seguintes informações:

1- Cidade e Estado;

2- Área do telhado disponível para captação;

3- Usos previstos;

4- Tipo de empreendimento (residência, indústria, etc.);

5- Informar a necessidade de projeto, equipamentos e/ou instalação.

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Fontes:
Aquedut -Aqueduct Water Risk Atlas
Instituto Trata Brasil – Perdas de Água 2020 (Ano Base 2018) – Desafios à Disponibilidade Hídrica e Necessidade de Avanço na Eficiência do Saneamento
idec 02 agua b – Ministério do Meio Ambiente
Agenda 2030 ONU, 2015
Boletim Informativo N° 06/2017 DA A3P NA P.M.C.G. – Prefeitura de Campos dos Goytacazes Assunto: Captação e Reaproveitamento de Água da Chuva
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – Manual para captação emergencial e uso doméstico de água de chuva